Muitas vezes, o momento de buscar a terapia chega silencioso. Pode ser uma dor difícil de explicar, uma ansiedade recorrente, um luto, uma transição de vida que desorienta, ou simplesmente aquela sensação persistente de que algo precisa mudar. É comum chegarmos ao consultório buscando respostas prontas: “Qual é a escolha certa?”, “Devo continuar?”, “Como resolvo isso?”.
No entanto, a verdadeira transformação raramente nasce de uma resposta fabricada por outra pessoa. Ela nasce de um espaço onde você pode, finalmente, fazer as perguntas certas.
É exatamente nesse espaço que atua a Logoterapia, e é sob essa perspectiva que a psicóloga clínica Priscilla Dalledone conduz seus atendimentos — tanto presencialmente em Brasília quanto de forma on-line para o mundo todo.
Mas, afinal, o que é essa abordagem e como ela se aplica à sua vida?
A busca por sentido: O coração da Logoterapia
A Logoterapia é uma abordagem psicológica desenvolvida pelo psiquiatra e neurologista austríaco Viktor Frankl. Sobrevivente dos campos de concentração nazistas, Frankl observou que, mesmo diante das dores mais indescritíveis e da perda de quase tudo, o ser humano ainda preservava uma capacidade íntima: a de escolher a sua atitude frente ao sofrimento e de encontrar uma razão para continuar.
A grande premissa de Frankl, detalhada em seu clássico “Em Busca de Sentido”, é que a força motriz do ser humano não é a busca pelo prazer ou pelo poder, mas sim a busca por sentido.
Contudo, é fundamental desfazer um mito: a Logoterapia não é uma psicologia voltada apenas para situações extremas ou traumas de guerra. Ela é uma psicologia sobre o cotidiano. Sobre liberdade, responsabilidade, escolhas, angústias e sobre o que nos move.
E, mais importante ainda: encontrar sentido não significa descobrir uma missão grandiosa ou ter uma epifania. O sentido costuma morar nas entrelinhas da vida comum. Pode estar em uma conversa verdadeira, em uma responsabilidade assumida, no cuidado com alguém que amamos, em um trabalho bem feito ou, às vezes, apenas na coragem de levantar e tentar de novo.
O espaço entre o que nos acontece e como respondemos
A escritora e psicóloga Edith Eger, que também sobreviveu ao Holocausto e cuja visão dialoga profundamente com a Logoterapia, costuma dizer que o passado pode fazer parte da nossa história sem precisar escrever sozinho o restante dela.
Nós não escolhemos todas as circunstâncias das nossas vidas. Não temos controle sobre as perdas, as doenças ou as atitudes dos outros. Porém, a Logoterapia nos lembra que, entre o que nos acontece e a maneira como respondemos, existe um espaço de liberdade. E é exatamente nesse espaço de liberdade e responsabilidade que o trabalho terapêutico acontece.
A clínica logoterapêutica não existe para fingir que tudo está bem ou para impor um “pensamento positivo” tóxico que ignora a dor. Há situações que doem e precisam doer. O convite da terapia é outro: diante dessa dor, o que a vida está exigindo de mim? O que ainda pode ser feito, escolhido ou vivido apesar dela?
Como a Priscilla Dalledone aplica isso na prática?
A clínica de Priscilla Dalledone foge dos moldes frios e engessados. Com uma trajetória profissional que une a Psicologia à sua formação anterior em Letras e Análise do Discurso, ela traz para o consultório uma sensibilidade aguçada para a linguagem.
Afinal, a nossa história é feita de palavras. O modo como você nomeia o que sente, as histórias que escolhe contar sobre si mesmo e até os silêncios que cultiva revelam muito sobre o seu mundo interno. Mudar a forma como contamos a nossa própria história não muda os fatos que aconteceram, mas muda completamente a maneira como passamos a habitá-los.
Se você decidir iniciar esse processo, eis o que pode esperar do trabalho com a Priscilla:
- O paciente antes da técnica: Para ela, um paciente nunca é apenas um diagnóstico, um transtorno ou uma etiqueta médica. Você é uma pessoa única e irrepetível. Nenhuma técnica terapêutica é mais importante do que o ser humano que está sentado à sua frente.
- Uma escuta verdadeiramente neutra (Epoché): Na clínica de Priscilla, você tem total liberdade para questionar, discordar e construir suas próprias respostas. Através de um conceito chamado epoché, ela coloca as próprias visões de mundo (políticas, religiosas, ideológicas) “entre parênteses”. O consultório não é um lugar de doutrinação, mas um espaço seguro para que você descubra os seus valores.
- Perguntas que iluminam: Em vez de entregar conselhos prontos sobre o que você deve ou não fazer da sua vida, a terapia funcionará como uma bússola. Você será provocado com perguntas que, embora muitas vezes desconfortáveis, são libertadoras: O que realmente importa para mim? Que pessoa eu quero ser diante do que não posso mudar?
- O fim da “anamnese engessada”: Desde a sua primeira sessão, você não precisará preencher questionários frios ou passar por uma “prova”. A conversa flui naturalmente e, se você não souber por onde começar, ela ajudará a pavimentar esse caminho.
Um trabalho feito a quatro mãos
Priscilla Dalledone tem uma regra de ouro em seu trabalho: “Eu não prometo cura. Prometo presença.”
O psicólogo não tem o poder — nem o direito — de assumir o lugar de quem vive a vida. Por isso, a terapia exige que você queira estar lá. O profissional pode caminhar ao seu lado, de mãos dadas, mas não pode caminhar por você. É um compromisso mútuo onde a sua liberdade de escolha e a sua responsabilidade caminham juntas.
Seja permeando a psicologia com referências da literatura, da filosofia ou da arte, o objetivo é acolher o ser humano por inteiro. Com seus medos, seus amores, seus livros de cabeceira e suas contradições.
Se você sente que chegou o momento de olhar com mais atenção para a própria história, sem fórmulas mágicas e um passo de cada vez, o espaço está aberto.
Priscilla Dalledone é Psicóloga Clínica e Logoterapeuta. Realiza atendimentos on-line para pacientes de qualquer lugar do mundo e atendimentos presenciais em Brasília (DF).
Você não precisa ter certeza do que está sentindo para começar. Um bom ponto de partida é simplesmente a vontade de compreender a si mesmo um pouco melhor.
